sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A vida entre duas calçadas



A vida passa rapidamente para o Jorge que experimenta ficarem alguns dias como dono da Padaria em Copacabana, a princesinha velha e desgastada do Rio de Janeiro, enquanto seu pai corre para Portugal para visitar sua mãe que estava à beira da morte, sem levar Jorge para conhecer a sua avó, porque seu pai achava que iria envergonhá-lo.

Em um dia raramente calmo, dois quarteirões da “boca maldita”, Jorge chega à porta da padaria para olhar o movimento na rua, pensando na vida o que fazer e se aquilo traria algum prazer, quando olha e percebe o portão da portaria do prédio abrindo e saindo duas pessoas carregando um caixão e Jorge pergunta ao porteiro:

-Zé! Quem morreu?

-Foi aquela senhora do 302! Morreu dormindo.

No exato momento acontecia no outro lado da calçada em um bar pé sujo uma festa com cinco homens com muita cerveja onde o aniversário era do filho do traficante da área que fazia cinco anos e seu pai fazia questão que o filho tomasse a cerveja dizendo:

-Yeah! Isso toma um gole para virar homem!

Jorge retorna para dentro da padaria,guardando em sua memória essas cenas paralelas como um aviso de um professor da vida.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Celular o prêmio de uma vida


Domingo calmo e ensolarado Roberto dorme tranquilo até tarde quando sua mãe abre a porta do quarto e diz:
-Roberto, me ajude estou passando mal.
Então Roberto se levanta, pensando ser apenas algo nada tão grave quando ao chegar à porta do quarto encontre um mar de sangue até o quarto da mãe com paredes cheias de sangue também.
-Que Porra é essa meu Deus?! O que você fez?
-Eu estava me preparando para ir à missa e estava raspando a perna e me cortei
Correndo para pegar um pano e estacar o sangue que corria pela perna que nem um cano furado, Roberto reclama:
-Porque não me chamou logo?
-Porque não queria te acordar!
Roberto coloca a perna em cima do banco e com um pano, estacou o sangue, mas às vezes voltava e pegava outro pano para prender a circulação.
Enquanto sua mãe descansava, Roberto que estava com coração a mil por hora, pegava um pano para limpar o mar de sangue que estava pelo corredor até o quarto de sua mãe.
Mas ao mesmo tempo, ligava para o apartamento da doutora Carla para ajudá-la.
A doutora Carla chega e assustado com tanto sangue, reclama com a mãe do Roberto:
-A senhora não pode raspar a perna com Gillette sabendo que tem varizes, que isso!
Vendo que a ferida fechou o tempo passou, mas alguns meses depois acontece tudo de novo, abrindo a ferida e jorrando sangue. Roberto mais uma vez corre para salvá-la.
-Mãe outra vez? Que merda!
-Desta vez não tive culpa, estava tirando a saia e o fechecler pegou na ferida e abriu de novo! Parecendo um cano furado!
O pânico toma conta de Roberto que ver sua mãe tendo uma convulsão e tremia rápido ele pega um copo de água, pois é o que vinha em sua cabeça e ela melhora.
Depois de levá-la ao hospital para receber pontos passou um ano e sua mãe paranoica não dormia direito, pois achava que na cama ao dormia ela podia se cortar e perder sangue enquanto dormia então Roberto decidiu que enquanto ela dormia ele ficaria olhando todo o momento se estava tudo bem, isto é, sua mãe acordava às 08 da manhã e Roberto iria dormir então.
Sem dizer que no outro ano, sua mãe faria uma operação para remover o útero, ficou os dias com ela no hospital cuidando dela e pagava o serviço e os médicos.
No certo dia sua mãe vendo TV percebia que Roberto vivia irritado e nervoso com sua mãe
-Eu aqui me matando para cuidar da senhora há anos e nem um agradecimento!
-Ok, eu vou comprar um celular como prêmio por cuidar de mim.

sábado, 13 de maio de 2017

Mãe somente na palavra



Os anos passavam e Maurício ficava cada vez mais triste e decepcionado com as relações que teve com algumas mulheres, pois ele era verdadeiro e transparente.
Nesse tempo sua única companhia no dia a dia era a sua mãe, que cuidava desde trocar uma lâmpada até ficar de vigília até de manhã cedo para saber se ela dormia bem ou tivesse algum problema de saúde.
Morando em uma nova casa de volta ao bairro onde tinha sido criado, Maurício fica vidrado em uma menina que morava no prédio ao lado que se exibia, mas com tempo depois de conhecê-la, se decepciona de novo.
Durante alguns dias e meses. Maurício ficava pela casa triste e sem animação,se estressando com sua mãe que durante anos nunca quis saber se os filhos estavam tristes ou felizes ou se precisavam de alguma ajuda ou como estavam e reclamou um dia:
-A senhora fala que só fico estressado e nervoso, mas nunca quis saber o que estava sentido ou pensando!
-Sim porque não está sendo fácil de te aturar! Disse sua mãe
-e eu? Acho que consigo aturar uma pessoa que nunca quis saber se eu estou triste ou se precisa de algo? Ao contrário só me cobra todos os dias!
-Se é amor que você quer você precisa arrumar alguém para namorar porque eu não posso fazer isso, disse a sua mãe.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

A fruta podre da família



Verão forte e escaldante no Rio de Janeiro e Lúcio vai até a geladeira para comer uma fruta e percebe uma tangerina podre e pega para jogar no lixo até seu pai chegar e perguntar:
- O que você está fazendo?
-Eu queria comer uma fruta e achei essa tangerina podre e vou jogar no lixo, por quê?
O pai pega a fruta do Lúcio e ainda bate nele com um tapa falando:
-Você é rico? Ainda pode se aproveitar
E o pai come uma parte da tangerina podre e Lúcio enojado fala:
-Pai você vai comer isso? A fruta está podre!
-O podre é você aqui!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A Atitude Cabeluda



Anos 90 vieram esperançosos para o jovem Alberto que não tinha menor saudade dos anos 80 por não gostar das músicas e moda, mas a realidade não é nada boa para ele que tinha perdido sua primeira paixão, a descoberta do amor por uma menina e como tinha terminado a escola não sabia que rumo tomar, pois tudo que sabia fazer era a música.
Mas um novo estilo surge batendo a porta de sua mente com os rangidos da guitarra do Kurt Cobain do Nirvana mostrando toda a sua angustia e raiva e Alberto vê aquilo como uma identificação e começa a usar calça jeans velha rasgada com camisas de flanela, era o grunge.
Mas faltava algo para completar seu estilo, quando viu um vocalista da banda Deep Purple chamado Ian Gillan cantando com toda força exibindo longos cabelos e isso foi o que despertou Alberto.
-Nossa! Que cara foda!Como canta!Eu posso ter um cabelo desses!Eu vou deixar o meu crescer e vai ficar igual!É isso e tem haver comigo!
Meses passam e o cabelo de Alberto vai ficando cada vez mais comprido contra a vontade de seu pai, conversador e retrógado que cada vez mais ficava incomodado.
-Vai cortar essa juba quando?
Alberto nem ligou e o cabelo já passava do ombro, quando escutou seu pai falar na mesa da cozinha com sua esposa.
-Cabelo comprido que nem uma mulher, só falta andar de vestido!
Alberto inconformado com que seu pai disse vai até o quarto da mãe e pega vestido e use com brincos enormes entrando na cozinha falando de forma mais feminina.
-Mamãe!Mamãe! Bota-me a comida na mesa que eu quero comer!
Seu pai horrorizado ver aquilo, mas como uma provocação, era Alberto mostrando sua rebeldia como resposta a seu pai só ligava para o que ele pensava e desejava sem saber da opinião do filho.
Dois anos passam seu pai ver com orgulho seu filho trabalhando duro na lanchonete que ele comprou para ajudar Alberto e mostra que mesmo com cabelo comprido debaixo do boné que o que importa é se sentir bem respeitando sua vontade.

A vida entre duas calçadas

A vida passa rapidamente para o Jorge que experimenta ficarem alguns dias como dono da Padaria em Copacabana, a princesinha velha e des...