quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Procurando Ana Cristina na Rua Alice


Fim de tarde de domingo tranquila e Adalberto sai de casa para ir à Igreja Cristo Redentor para encontrar os amigos do grupo jovem de teatro.
-E ai pessoal? Cadê o resto?
-Devem chegar daqui a pouco. Disse João
O sino toca e começa a chegar várias pessoas para a missa das 18 horas e Adalberto logo fixa os olhos sobre uma menina que chegava com os pais
-Eita! Que gata! Eu me lembro dela, estudou comigo no José de Alencar.
-É a Ana Cristina filha do meu ex-patrão disse João
Adalberto entra e fica circulando pela igreja com os olhos atentos sobre Ana Cristina, quando num momento ela percebe que está sendo vista e olha para o Adalberto dando um sorriso jogando os cabelos lisos e negros como uma flecha.
A missa vai terminando e Adalberto é o primeiro a sair da igreja esperando por Ana Cristina quando sai com seus pais e com voz nervosa suando as mãos...
-Ana Cristina? Oi?
E Ana Cristina escuta e chega perto falando para os seus pais que esperem no carro que ela viria.
-Olá! Tudo bem? Disse Ana
-Oi! Tudo! Acho que você se lembra de mim? Estudamos no José de Alencar!
-Sim! Sim! Lembro-me, você era o mais quietinho!
-Você continua como sempre, muito linda!
-Obrigado! Disse Ana com um sorriso jogando outra flecha sobre Adalberto
-Bem. Ana..você gostaria de sair comigo? Cinema ou andar de pedalinho na Lagoa ou dá milho aos pombos?
Ana cai numa risada jogando o cabelo dando um sorriso que conquista para Adalberto...
-Cinema seria melhor! Tem alguns do Largo do Machado e São Luiz que eu gostaria de ver.
-Boa! Que tal te pegar depois da missa vamos lá e escolhemos?
-Ok aceito! Seria legal!
-Legal! Marcado!
-Ok! Beijando o Adalberto no rosto e se despedindo
Adalberto estava flutuando, jamais imaginaria que iria sair com Ana Cristina paixão antiga do José de Alencar.
Depois de uma semana sem dormir direito de tanta ansiedade planejando mil ideias com Ana Cristina o dia tinha chegado e Adalberto viu que ela tinha chegado e ele ficou na porta da igreja todo arrumado e perfumando para Ana Cristina.
Quando terminou a missa ele percebeu que os pais tinham saído e ela nada, então Adalberto entra e circula a igreja e acha Ana Cristina saindo pela porta dos fundos da igreja e Adalberto foi atrás e percebeu Ana Cristina se escondendo e fugindo por trás dos carros do estacionamento e ela corre para dentro do carro dos pais e Adalberto chama...
-Ana? Ana?!
Desolado Adalberto fica sem ação como uma luz dentro de si tinha queimado, mas não desistiu através do seu amigo João descobre que ela mora na Rua Alice.
E Adalberto sobe a ladeira até lá em cima da Rua Alice com esperança de cruzar com Ana Cristina, mas sem sorte.
No outro dia Adalberto foi falar com João e ele apresentou um amigo...
-Cara esse é o Luiz, ele conhecia a Ana Cristina.
E Adalberto conta ao Luiz o acontecido e Luiz responde...
-Adalberto, a Ana Cristina é assim mesmo aceita o convite de todos os caras e some, ela não presta! Ela vai à igreja com a cabeça no lixo!
Anos se passaram e Adalberto esquece descobrindo que ela tinha se casado com um cara que tratava a como um lixo e tinha três filhos.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A vida entre duas calçadas



A vida passa rapidamente para o Jorge que experimenta ficarem alguns dias como dono da Padaria em Copacabana, a princesinha velha e desgastada do Rio de Janeiro, enquanto seu pai corre para Portugal para visitar sua mãe que estava à beira da morte, sem levar Jorge para conhecer a sua avó, porque seu pai achava que iria envergonhá-lo.

Em um dia raramente calmo, dois quarteirões da “boca maldita”, Jorge chega à porta da padaria para olhar o movimento na rua, pensando na vida o que fazer e se aquilo traria algum prazer, quando olha e percebe o portão da portaria do prédio abrindo e saindo duas pessoas carregando um caixão e Jorge pergunta ao porteiro:

-Zé! Quem morreu?

-Foi aquela senhora do 302! Morreu dormindo.

No exato momento acontecia no outro lado da calçada em um bar pé sujo uma festa com cinco homens com muita cerveja onde o aniversário era do filho do traficante da área que fazia cinco anos e seu pai fazia questão que o filho tomasse a cerveja dizendo:

-Yeah! Isso toma um gole para virar homem!

Jorge retorna para dentro da padaria,guardando em sua memória essas cenas paralelas como um aviso de um professor da vida.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Celular o prêmio de uma vida


Domingo calmo e ensolarado Roberto dorme tranquilo até tarde quando sua mãe abre a porta do quarto e diz:
-Roberto, me ajude estou passando mal.
Então Roberto se levanta, pensando ser apenas algo nada tão grave quando ao chegar à porta do quarto encontre um mar de sangue até o quarto da mãe com paredes cheias de sangue também.
-Que Porra é essa meu Deus?! O que você fez?
-Eu estava me preparando para ir à missa e estava raspando a perna e me cortei
Correndo para pegar um pano e estacar o sangue que corria pela perna que nem um cano furado, Roberto reclama:
-Porque não me chamou logo?
-Porque não queria te acordar!
Roberto coloca a perna em cima do banco e com um pano, estacou o sangue, mas às vezes voltava e pegava outro pano para prender a circulação.
Enquanto sua mãe descansava, Roberto que estava com coração a mil por hora, pegava um pano para limpar o mar de sangue que estava pelo corredor até o quarto de sua mãe.
Mas ao mesmo tempo, ligava para o apartamento da doutora Carla para ajudá-la.
A doutora Carla chega e assustado com tanto sangue, reclama com a mãe do Roberto:
-A senhora não pode raspar a perna com Gillette sabendo que tem varizes, que isso!
Vendo que a ferida fechou o tempo passou, mas alguns meses depois acontece tudo de novo, abrindo a ferida e jorrando sangue. Roberto mais uma vez corre para salvá-la.
-Mãe outra vez? Que merda!
-Desta vez não tive culpa, estava tirando a saia e o fechecler pegou na ferida e abriu de novo! Parecendo um cano furado!
O pânico toma conta de Roberto que ver sua mãe tendo uma convulsão e tremia rápido ele pega um copo de água, pois é o que vinha em sua cabeça e ela melhora.
Depois de levá-la ao hospital para receber pontos passou um ano e sua mãe paranoica não dormia direito, pois achava que na cama ao dormia ela podia se cortar e perder sangue enquanto dormia então Roberto decidiu que enquanto ela dormia ele ficaria olhando todo o momento se estava tudo bem, isto é, sua mãe acordava às 08 da manhã e Roberto iria dormir então.
Sem dizer que no outro ano, sua mãe faria uma operação para remover o útero, ficou os dias com ela no hospital cuidando dela e pagava o serviço e os médicos.
No certo dia sua mãe vendo TV percebia que Roberto vivia irritado e nervoso com sua mãe
-Eu aqui me matando para cuidar da senhora há anos e nem um agradecimento!
-Ok, eu vou comprar um celular como prêmio por cuidar de mim.

sábado, 13 de maio de 2017

Mãe somente na palavra



Os anos passavam e Maurício ficava cada vez mais triste e decepcionado com as relações que teve com algumas mulheres, pois ele era verdadeiro e transparente.
Nesse tempo sua única companhia no dia a dia era a sua mãe, que cuidava desde trocar uma lâmpada até ficar de vigília até de manhã cedo para saber se ela dormia bem ou tivesse algum problema de saúde.
Morando em uma nova casa de volta ao bairro onde tinha sido criado, Maurício fica vidrado em uma menina que morava no prédio ao lado que se exibia, mas com tempo depois de conhecê-la, se decepciona de novo.
Durante alguns dias e meses. Maurício ficava pela casa triste e sem animação,se estressando com sua mãe que durante anos nunca quis saber se os filhos estavam tristes ou felizes ou se precisavam de alguma ajuda ou como estavam e reclamou um dia:
-A senhora fala que só fico estressado e nervoso, mas nunca quis saber o que estava sentido ou pensando!
-Sim porque não está sendo fácil de te aturar! Disse sua mãe
-e eu? Acho que consigo aturar uma pessoa que nunca quis saber se eu estou triste ou se precisa de algo? Ao contrário só me cobra todos os dias!
-Se é amor que você quer você precisa arrumar alguém para namorar porque eu não posso fazer isso, disse a sua mãe.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

A fruta podre da família



Verão forte e escaldante no Rio de Janeiro e Lúcio vai até a geladeira para comer uma fruta e percebe uma tangerina podre e pega para jogar no lixo até seu pai chegar e perguntar:
- O que você está fazendo?
-Eu queria comer uma fruta e achei essa tangerina podre e vou jogar no lixo, por quê?
O pai pega a fruta do Lúcio e ainda bate nele com um tapa falando:
-Você é rico? Ainda pode se aproveitar
E o pai come uma parte da tangerina podre e Lúcio enojado fala:
-Pai você vai comer isso? A fruta está podre!
-O podre é você aqui!

Procurando Ana Cristina na Rua Alice

Fim de tarde de domingo tranquila e Adalberto sai de casa para ir à Igreja Cristo Redentor para encontrar os amigos do grupo jovem de te...